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sábado, 8 de outubro de 2011

Durante todo o mês de outubro, estaremos celebrando o maior movimento de avivamento e renovação que a igreja de Cristo já passou desde o seu nascimento: a Reforma Protestante. Todas as mensagens nos cinco domingos deste mês, terão como tema, um dos pilares da Reforma, chamados de solas. A abertura desta programação será no dia 2 de outubro, durante a celebração da ceia do Senhor, às 9h. Os solas são uma forma de concisão de apresentar os principais ensinamentos da Reforma, e consequentemente da nossa fé. São eles:

Somente a Escritura (Sola Scriptura)
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

Somente Cristo (Solus Christus)
Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

Somente a Graça (Sola Gratia)
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.
Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

Somente a Fé (Sola Fide)
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.
Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

Glória a Deus Somente (Soli Deo Gloria)
Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.
Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.
(Fonte: Declaração de Cambridge)

Sacerdócio universal dos crentes
Todos os que creem no Senhor Jesus como único e eterno salvador têm livre acesso a presença de Deus. Não precisamos de sacerdotes, levitas (antigos e modernos), nem santos ou qualquer ser humano que arrogue pra si alguma superioridade em relação aos demais cristãos, para irmos a presença de Deus. Somente por meio de Cristo, de sua obra consumada na cruz, temos livre acesso ao Santos dos santos. Também afirmamos que todos os crentes podem e devem lêr as Escrituras individualmente na sua própria língua, sob a iluminação do Espírito Santo, e respeitando devidamente as regras de interpretação da mesma, pois aquilo que é necessário pra salvação e vida do homem, é claramente expresso nas Escrituras. Finalmente, cremos que todo cristão foi chamado por Deus para o serví-lo, e para isso, recebeu dons e talentos pra serem usados na diversidade de vocações onde pode serví-lo. Afirmamos que não há qualquer distinção entre o chamado que o crente recebe pra servir a Deus, seja na igreja ou no mundo, pois “tudo deve ser feito para glória de Deus”. Essa verdade que levou Lutero a afirmar que “os trabalhos dos monges e sacerdotes, por mais santos que sejam, não diferem um til à vista de Deus das obras do rústico lavrador no campo, ou da mulher nos afazeres diários da casa, mas todas as obras são medidas perante Deus somente pela fé. Na verdade o trabalho de um domestico muitas vezes é mais aceitável para Deus do que todos os jejuns e demais obras de um monge ou sacerdote, quando o monge e o sacerdote não tem fé”.

Oramos a Deus que nos fale profundamente nesses dias, que sua Palavra venha de encontro as nossas necessidades, revele nossos pecados e nos leve de volta em arrependimento e adoração ao nosso Senhor Jesus Cristo, pra glória de Deus.

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