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terça-feira, 22 de maio de 2012

O Céu


C. H. Spurgeon

Felizes os espíritos que terminaram a batalha da fé e vivem agora o êxtase de avistá-lo; sim, mui felizes são os mais baixos dos serafins que voam ao seu comando e para sempre contemplam a face do nosso Pai que está no céu. A aridez destas planícies nos induz a desejar o rio da água da vida; as figueiras estéreis deste solo esgotado nos incitam a seguir velozmente a vereda rumo às árvores imortais que crescem às margens do rio de Deus; as nuvens nos convidam a voar além deste céu inferior para onde o tempo transcorre límpido; mesmo os espinhos e as sarças, a poeira e o calor da peregrinação e luta deste mundo são oradores poderosos para elevar nossos pensamentos mais sublimes para as coisas invisíveis e eternas.


*Extraído do livro “O Melhor de C. H. Spurgeon”, capítulo 1: Jóias de Spurgeon, Ed. Luz e Vida.



segunda-feira, 21 de maio de 2012

A coroa da vitória

Agostinho, bispo de Hipona
(O doutor da graça)


“…é evidente que lutas; portanto, serás coroado, porque vences. Mas olha quem venceu primeiro, quem te faz tornar-te, pela segunda vez, vencedor. (…) Por nós mesmos fomos vencidos, mas nele vencemos. Por esta razão ele te coroa, coroando seus dons e não os teus méritos. (…) Portanto, se és coroado, é por sua misericórdia que és coroado. Em parte alguma podes ser soberbo. Louva sempre o Senhor, não esqueças as suas retribuições. É uma retribuição seres chamado quando és pecador e ímpio para seres justificado. É uma retribuição, quando és reerguido e dirigido para não caíres. Trata-se de uma retribuição receberes forças para perseverares até o fim. É uma retribuição que esta tua carne, que pesa sobre ti, ressuscite e não se perca nem um cabelo de tua cabeça. É retribuição seres coroado após a ressurreição. É retribuição louvares a Deus eternamente sem desfalecer”.

terça-feira, 15 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

Para mães, ex-mães e mães em potencial

por Wendy Alsup


O Dia das mães é uma data complicada. Como qualquer outra data comemorativa, é agradável para uns e amarga para outros. Eu me lembro de olhar para o Dia das mães do lado de fora, antes como solteira, depois por ter perdido minha primeira gravidez. Nossa igreja tinha uma entrada, perto do berçário, chama de “Entrada da Família”. Será que eu poderia usá-la? Nós éramos uma família? Finalmente, usei mesmo assim, quase como um ato de rebeldia.  Agora, como mãe de dois filhos, de 4 e 6 anos, consigo ficar profundamente grata a alguém que abre mão de uma vaga mais perto da entrada para que eu não precise atravessar uma rua movimentada com os meus pequenos. Mas, naquela época, eu estava lidando com emoções que não eram aplacadas por realidades da vida prática. Eu só queria ser uma mãe. E aquela placa na entrada da igreja me lembrava que eu não era.
É um problema antigo da humanidade, em geral, e do Cristianismo, em particular. Como você honra alguém que tem algo bom que você deseja? Como você aplaude os sacrifícios de alguém sem minimizar o sofrimento de outros? Eu não sei, exatamente, mas penso que há princípios aqui que podem nos ajudar.
A maternidade não é o bem supremo da mulher cristã. Seja você mãe ou não, não se apegue ao sentimentalismo que faz desse papel um papel santo. O bem supremo é ser conformada à imagem de Cristo. Sim, certamente a maternidade é uma das principais ferramentas do arsenal de Deus para realizar seus propósitos nas mulheres. Mas não é um fim em si mesmo. Ser uma mãe não te faz mais santa. Acredite em mim. Se mãe expõe várias formas em que você é pecadora, não santa. Não ser uma mãe e desejar sê-lo também o faz. Nós podemos querer engravidar, desejar de longe a maternidade. Deus nos santifica através desse desejo. Nós podemos perder uma gravidez ou um filho, e sofrer pela perda de nossa maternidade. Deus nos conforma a Cristo por meio disso também. Podemos ter uma penca de filhos de todas as idades, e só Deus sabe o quanto ele mesmo expõe nossos pecados por meio disso. É tudo visando O bem supremo, que é ser moldado à imagem de Cristo – tomar de volta a imagem de Deus que ele nos criou para carregar, por meio da graça do evangelho. E Deus usa tanto a presença quanto a ausência de crianças nas vidas de suas filhas como ferramenta importante de nos conformar a Cristo.
Mulheres solteiras vendo o relógio biológico caminhar, eu as encorajo a olhar hoje para seus desejos através das lentes do evangelho. Você não precisa abrir mão do seu desejo de ter filhos ou tentar se convencer que dá para manter uma atitude alegre de pensar em todas as coisas legais que você pode fazer sem crianças. Não há problema em se entristecer por essa falta. Deus disse que os filhos são uma bênção. Mas, após a queda, nem todas nós experimentaremos essa bênção. É o evangelho que faz a diferença. Mesmo que você esteja profundamente desapontada, de uma forma bem real, um dia você vai sentar-se ao lado de Jesus, no céu, profundamente feliz pela obra dele em você através disso. No céu, você não vai desejar algo que não tem. Você não ficará desapontada. Que a confiança nessa esperança te sustente.
Mulheres casadas que sofrem pela infertilidade, eu as encorajo com palavras semelhantes. As pessoas podem ser muito indelicadas com as palavras, especialmente na igreja. Mas creia com confiança que Deus, mesmo nesses momentos, te ama profundamente. Você pode até se sentir esquecida por ele, sabendo que ele tem o poder para te dar um lindo bebezinho como ele tem dado para tantos ao seu redor. Parece que ele está exibindo na sua frente aquilo que você deseja, te provocando. Mas entenda que esse desejo não atendido é uma ferramenta que ele usa para te dar coisas ainda melhores – coisas dele mesmo, que você não pode conhecer à parte do sofrimento. Creia com confiança que esse tempo de espera não é só um castigo desprovido de propósito, mas também é uma bênção, mesmo que aparentemente disfarçada, que ajuda a aumentar sua força para continuar caminhando, não para te minar. Espere no Senhor, querida irmã, com confiança.
E você que é mãe e falha constantemente com seus filhos (só sobraram vocês agora), pregue o evangelho para si mesma nessa data. Se você tem algum conhecimento da sua realidade, você provavelmente conhece, de forma dolorosa, seus fracassos com seus filhos. E talvez esteja sobrecarregada pelo temor dos fracassos futuros. Não há problema em seus filhos trazerem à tona seus pecados. De fato, é a mãe que não parece consciente de seus fracassos diários que me preocupa. Cristo proporcionou o caminho para a paz. Se você pecou contra seus filhos, peça o perdão deles. Se você está remoendo seus fracassos, pregue o evangelho da graça de Deus para si mesma. Não “aprenda a viver” com seu pecado – não o abrace com a atitude de “eu nasci assim, vou morrer assim”.  Mas também não negue que ele exista. Seja honesta. Você pecou. Você confessa. Deus perdoa. Você se levanta e volta a caminhar, com confiança. Esse é o chamado da graça, e ESSE é um legado para se deixar para seus filhos.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo.com | Original aqui

http://iprodigo.com/traducoes/para-maes-ex-maes-e-maes-em-potencial.html

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O RESGATE
Ele nunca desistiu de você
Dia 2 de junho no Novo Templo
JUVENTUDE PRESBITERIANA

ANIVERSÁRIO DA IPRO
Dia 20 de maio estaremos comemorando o 65º aniversário de organização da nossa igreja. No culto da noite, estará pregando o Rev. Davi Pires de Macedo, presidente do nosso presbitério.




domingo, 6 de maio de 2012

O Bem Maior


Agostinho… disse que o coração do homem foi criado por Deus e que por isso ele não pode encontrar descanso a não ser no coração de Deus. Sendo assim, todos os homens estão procurando por Deus, mas eles não o procuram da forma certa nem no lugar certo. Eles procuram aqui embaixo, mas Ele está lá em cima. Eles o procuram na terra, mas Ele está no céu. Eles o procuram longe, mas Ele está perto. Eles o procuram no dinheiro, na propriedade, na fama, no poder e na paixão; e Ele está no alto e santo lugar, e também com o contrito e o abatido de espírito (Is 57.15). Mas eles o procuram como se, tateando, pudessem encontrá-lo (At 17.27). Eles o procuram e ao mesmo tempo fogem dele. Eles não se interessam em conhecer os seus caminhos, e não podem fazê-lo sem Ele. Eles se sentem atraídos a Deus e ao mesmo tempo repelidos por Ele. 

Nisso, como Pascal profundamente observou, consiste a grandeza e a miséria humana. Ele anseia pela verdade e é falso por natureza. Ele anseia por descanso e se lança de uma diversão para outra. Ele suspira por uma felicidade permanente e eterna e se agarra a prazeres momentâneos. Ele procura por Deus e se perde na criatura. Ele é um filho nascido em casa e come as bolotas dos porcos em terra estranha. Ele abandonou a fonte da águas vivas e cavou cisternas rotas, que não retêm as águas (Jr 2.13). Ele é um faminto que sonha que está comendo e quando acorda descobre que sua alma está vazia; e é como um homem sedento que sonha que está bebendo, e quando acorda descobre que está fraco e que sua alma está desfalecida (Is 29.8)

A ciência não pode explicar essa contradição no homem. Ela reconhece apenas sua grandeza e não sua miséria, ou apenas sua miséria e não sua grandeza. Ela o exalta a grandes alturas ou o aperta em um abismo, pois ela não conhece a origem divina do homem nem sua queda. Mas as Escrituras conhecem tanto um quanto o outro, e lançam sua luz sobre o homem e sobre a raça humana; e as contradições são desfeitas, a névoa se esvai e as coisas ocultas são reveladas. O homem é um enigma cuja solução só pode ser encontrada em Deus.

(Herman Bavinck, teólogo holandês)