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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Sobre o último dia de um ano

por James Meikle

(esse artigo foi escrito originalmente no dia 31 de dezembro de 1758)

O tempo é medido, e ele é semelhante em ambas extremidades; começa com um dia, e terminará com um dia. Por isso “tarde e manhã” foram usadas para expressar o primeiro dia, assim como o julgamento universal é chamado de o último dia. A Eternidade é a fonte de água da qual ele surge, e a enchente para qual ele deságua. A mais longa duração do tempo é curta, e seu maior prolongamento chega ao final. Um dado momento mal é conhecido, e já se torna passado.

Alguns momentos, que duram um minuto, quando começamos a desfrutar, também já acabaram; deste modo, uma hora voa, um dia se apressar em chegar ao fim e, um ano (assim como esse ano) chega ao seu último dia. Assim, portanto, no final do ano, comerciantes fazem seus balanços financeiros, ajustam seus livros contábeis, e então pergunto a mim mesmo: Que benefício meus dons trouxeram nesses doze meses? Porque, qualquer que seja minha opinião, o tempo não é dos menores dons, e mais um ano foi adicionado à minha conta.

Milhares que vieram ao mundo depois de mim foram chamados à eternidade antes de mim; não é isso uma voz clamando para que eu viva melhor cada momento de minha vida? Aqueles que pouco refletem sobre o tempo são os mesmos que pensam ainda menos na eternidade. Mas se olho para o mundo vindouro, verei a grande importância de cada momento do meu tempo, o qual juntamente com o tempo a mim dado deve preparar-me para o imutável estado eterno.

Ó precioso tempo desperdiçado, que nunca mais terei de volta! Agora esse ano se foi, e nunca retornará; o que, então, fiz para a glória de Deus nesse ano que passou? Ah! ele se foi de mim como o vazio, apesar de ele brilhar nesse momento com muitas misericórdias, como um céu estrelado. Ah! eu disse vazio? Não, pior! Pois enquanto Seu amor e misericórdias brilharam ao meu redor como o Sol do meio-dia, meus pecados cresceram em grande número, como os átomos do Sol!

Esse é o último dia do ano; e como avaliarei cada momento dele? Considerarei como o último dia da minha vida? Nada, a não ser a presunção, me bajula dizendo que viverei mais um dia. Devo considerar cada dia como meu último, pois alguns tiveram seu último dia em dias que pouco temeram que o fosse, como eu pouco temo que esse seja; no melhor dos casos, algum dia logo será meu último, quando talvez essa mesma expectativa perniciosa não terá sido dissipada de minha alma. Portanto, é sábio estar preparado para a morte. Pensar que a morte está longe e que não será surpreendido quando ela vier repentinamente? Sempre a espere, e você não ficará aterrorizado quando ela se aproximar. Assim, devo olhar para cada dia como meu último, de forma que quando meu último dia vier, não seja inesperado, nem me surpreenda despreparado.

Mas, que pesar! Esse ano me concedeu mais espetáculos lamentáveis de pecado que a minha vida inteira. Ouvi o nome divino blasfemado, vi pecados em locais de honra e todas as formas de perversidade cometidas. Ó, por migalhas os homens jogam suas almas fora! E como posso, indiferente, ver o pecado em todos os seus aspectos horrendos e o estrago terrível que causa nas almas imortais!

Mas que a divina providência preserve-me desses objetos de prazer, e que eu, pela graça, não me esqueça do que ouvi e vi! Também a paciência, pertencente a Deus, é notável. Porque quando pensamos em quanta impiedade é cometida em todo o mundo – em público e na vida privada, por grandes e pequenos, em terra e no mar – e ainda, que essa rebelião contra o Céu não começou ontem, mas vem desde a queda de Adão por mais de cinco mil anos, é difícil entender como o mundo ainda não foi entregue às chamas! Mas essa paciência cuja duração é surpreendente, deve afinal dar lugar a justiça, cuja execução será terrível.

Mas enquanto estou meditando em meu tempo fugaz, a meia-noite chega, e já estou em outro ano. Então, adeus para sempre 2011¹! E hei de lembrar-me que, por esse “adeus”, olho minha vida caminhando para seu fim, e que estou avançando para outro estágio, mais perto da eternidade – sem saber se um dia, ou um mês, ou um ano, ou dois, ou mais – serão outorgados a mim.

¹ Adaptação para nossos dias. Para James Meikle (autor) era 1758.
Traduzido por Alex Daher | iPródigo.com | Original aqui
Fone: http://iprodigo.com/traducoes/sobre-o-ultimo-dia-de-um-ano.html



segunda-feira, 19 de dezembro de 2011


O Natal e o Nome do Menino

The Holy Familyt, Rembrandt


Augustus Nicodemus Lopes

"Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles" (Mateus 1:21).

De acordo com o relato acima do Evangelho de Mateus, o nome de Jesus Cristo foi dado pelo anjo Gabriel quando anunciou seu nascimento a José, desposado com a virgem Maria. Gabriel não somente disse que Maria estava grávida pelo Espírito Santo de Deus como orientou José a chamar o filho de "Jesus".

A razão para este nome, cuja raiz em hebraico significa "salvar," é que aquele menino, filho de Maria e Filho de Deus, haveria de salvar o seu povo dos seus pecados, conforme anunciou o anjo.
Não precisamos ir mais longe do que isso para entender o significado do Natal. Está tudo no nome do Menino. No nome dele, Jesus, temos a razão para seu nascimento, a sua identidade e a missão de sua vida. Em outras palavras, aquilo que o Natal realmente representa.

A razão do seu nascimento é simplesmente esta, que somos pecadores, estamos perdidos, não podemos resolver este problema por nós mesmos e precisamos desesperadamente de um Salvador, alguém que nos livre das consequências passadas, presentes e futuras dos nossos erros. Deus atendeu nossa necessidade escolhendo um homem como nós para ser nosso representante e Salvador, alguém que partilhasse da nossa humanidade e fosse um de nós. Esse homem nasceu há dois mil anos naquela manjedoura da cidade de Belém, num pais remoto, lá no Antigo Oriente. E ganhou o nome de Jesus por este motivo.

Sua missão era assumir nosso lugar como nosso representante diante de Deus e sofrer todas as consequências de nossos pecados, erros, iniqüidade, desvios e desobediências. Em vez de castigar-nos com a morte eterna, como merecemos, Deus faria com que ele a experimentasse em nosso lugar, que ele experimentasse toda dor e sofrimento conseqüentes dos nossos pecados. Essa missão foi revelada logo ao nascer pelo anjo Gabriel ao recitar seu nome a José: Jesus.

Para nos salvar de nossos pecados, ele teria de sofrer e morrer, ser sepultado, ficar sob o domínio da morte e desta forma pagar inteiramente nossa dívida para com Deus. Somente assim poderíamos ser salvos das consequências eternas de nossa desobediência. Mas, para que os benefícios de seu sofrimento e de sua morte pudessem ser transferidos a outros seres humanos, ele não poderia ter pecado ou culpa pois, senão, ao morrer, estaria simplesmente recebendo o salário do seu próprio pecado. Mas, se ele fosse inocente, sem pecado e perfeito, sua morte teria valor para os pecadores. Por este motivo, ele foi gerado pelo Espírito Santo no ventre de Maria, ainda virgem, Filho de Deus, sem pecado. O Salvador tinha que ser Deus e homem ao mesmo tempo.

Quando um colunista, que objeta ao nascimento sobrenatural de Jesus, escreveu recentemente em um jornal de grande circulação de São Paulo que virgens não dão à luz todos os dias, ele estava mais certo do que pensava. Esse é o único caso. Jesus é único. Deus e homem numa só pessoa. Nem antes e nem depois dele virgens engravidam sobrenaturalmente. Da mesma forma que Deus não cria mundos todos os dias, também não gera salvadores de virgens cotidianamente. Pois nos basta este.

O famoso teólogo suíço Emil Brunner disse que todo homem tem um problema no passado, no presente e no futuro. No passado, culpa. No presente, medo. E no futuro, a morte. Jesus nos salva de todas estas consequências do pecado: nos perdoa da culpa de nossos erros passados, nos livra no presente do medo ao andar conosco e nos livrará da morte pois ressurgiu dos mortos e vive à direita de Deus. Um dia haverá de nos ressuscitar.

É isto que o Natal representa. É por isto que os cristãos o celebram com tanta gratidão e alegria. Nasceu o Salvador. Nasceu Jesus! Como este anúncio alegra o coração daqueles que têm culpa, sentem medo e sabem que vão morrer!

Fonte: http://tempora-mores.blogspot.com/

sábado, 17 de dezembro de 2011

O Cristão e a Cultura

O cristão está no mundo, mas não é do mundo. Isso constitui a base de um problema perene na discussão da cultura cristã. Já que os cristãos não são do mundo, muitos deles têm tido uma atitude negativa quanto a cultura. Eles entendem que o chamado cristão consiste apenas da proclamação da salvação por meio de Cristo aos homens perdidos em um mundo que está morrendo. Essas pessoas têm uma visão unilateral desse mundo que está morrendo: ele está sob a sentença da morte e do julgamento final. Outras, tendo aceitado avidamente a segurança paulina de que "todas as coisas são tuas", enfatizam o fato de que os crentes, como membros da raça humana, tem um chamado cultural aqui e agora para subjugar a terra. Elas se alegram também pelo fato de terem tanto em comum com todos os homens, no aspecto cultural, que podem, juntos, desfrutar as coisas belas e seguir aquilo que e bom".

(O Conceito Calvinista de Cultura, Henry R. Van Til, Ed. Cultura Crista, pág. 15)

domingo, 11 de dezembro de 2011

Marcha do Dia da Bíblia










A marcha em comemoração do Dia da Bíblia foi realizada hoje (dia 11 de dezembro) às 9h30m, junto com a Igreja Metodista de Rio do Ouro.

Tivemos momentos de muita comunhão, alegria e evangelização, levando a Palavra de Deus a diversas pessoas do nosso bairro.

Os pastores passando instruções para o início da Marcha…

Preparando-se para marchar…

Visão panorâmica da concentração para saída da Marcha…

Nossas crianças participando da Marcha…

Literalmente vestindo a Bíblia…

Chegamos em frente a Igreja Metodista de Rio do Ouro…

Em frente a Igreja Metodista, orando pelo bairro…

Voltando…

Pastores da Igreja Metodista (Rev. Alanir) e Presbiteriana de Rio do Ouro (Rev. Jonas).
Em Cristo, João Calvino e João Wesley se abraçam…

Termina a Marcha e começa o lanche…



O prazer de cantar a Deus

Cantem todos
Procure se reunir com a congregação tão frequentemente quanto seja possível. Não permita que um pouco de fraqueza, ou cansaço o impeça. Se tal coisa é uma cruz para você, tome-a e, descobrirá que é uma bênção.

Cantem com força e vigor
Não cante como se estivesse meio morto, ou meio sonolento. Levante a sua voz com força. Não tenha temor de ouvir a sua voz, nem se envergonhe de ser ouvido agora, do que quando cantava os cantos de Satanás.

Cantem espiritualmente
Pense em Deus. Pense em cada palavra enquanto canta. Que a sua intenção seja agradá-lo, antes que a você mesmo, ou, a qualquer outra criatura. Para conseguir isto, ponha muita atenção no sentido do que canta e, tenha o cuidado de que seu coração não se envolva demasiadamente com a melodia, mas, ofereça-o a Deus continuamente, para que o seu canto seja de tal maneira, que o Senhor possa prová-lo aqui e, possa receber a sua recompensa quando Ele vier em Sua glória nas nuvens.

Fonte: extraído de Juan Wesley, Obras Completas, Edição Espanhol, vol. 9 pags. 229-230. Tradução livre: Rev. Ewerton B. Tokashik.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Podemos passar a noite em um corredor da morte?

Charles Wesley fez uma coisa espanosa. Certa vez ele e um amigo pediram para passar a noite numa cela com vários prisioneiros que seriam executados no dia seguinte. Naquela noite eles pregaram o evangelho. Disseram aos homens que “Um homem veio do céu para salvar os pecadores perdidos”. Falaram dos sofrimentos do Filho de Deus, sua dor, agonia e morte.

Pela manhã aqueles homens foram levados para serem executados por asfixia. Charles Wesley foi com eles. O fruto daquela noite foi surpreendente. Eis o que Wesley escreveu: “Eles (os prisioneiros) ficaram alegres, cheios de conforto, paz e triunfo, seguramente persuadidos de que Cristo tinha morrido por eles e esperava recebê-los no paraíso. Na execução nenhum deles se mexeu ou lutou pela vida, mas suavemente entregaram seus espíritos”.

Charles ouviu o chamado de Deus para passar a noite com pessoas condenadas. O seu chamado pode ser outro. O seu chamado pode ser único. Pode ser alguma coisa que você nunca tenha sonhado em fazer. Pode ser algo que apenas você sonhou em fazer. Seja como for ouça a orientação do Espírito para ver aonde Ele o está conduzindo.

*Adaptado do livro “Alegrem-se os povos” de John Piper