ALEGRIA: nossa marca • AMAR A DEUS: nossa vida • A GLÓRIA DE DEUS: nossa missão

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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

É NATAL!

É Natal! Por todo o mundo se celebra o amor, a solidariedade, a amizade, a fraternidade e a esperança. O mundo festeja e anseia por dias melhores. A esperança de um mundo mais justo e pacífico se renova a cada dia 25 de dezembro. Este é o dia em que celebramos um marco na história, o dia em que o criador entrou na existência das suas criaturas, o dia em que Deus se fez como um de nós e viveu como homem manifestando a vida de Deus. Não há maior demonstração de amor do que esta, Ele se esvaziou da sua glória e nós pudemos vê-la no unigênito do Pai, sim, vimos a glória daquele que se esvaziou dela, vimos Deus na sua atitude de amor e entrega.
Tudo o que o mundo celebra e aguarda, a esperança de melhores dias, a verdadeira paz e felicidade estão em Cristo. Seja a nossa vida uma vida de esvaziamento de nós mesmos para que a glória de Deus seja vista em nós em Cristo. Sejamos nós mensageiros da paz que o mundo espera, seja o caráter de Cristo expresso em nossas atitudes, sejamos de Cristo, sejamos um sinal de que o Natal de Jesus Cristo é o maior presente que o homem pode receber. 

Um Feliz Natal a todos.


Extraído do site http://www.acasadarocha.com.br

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

QUEM É O NATAL?



ASC 

Papai Noel mora no Pólo Norte... Jesus, em todo lugar. Papai Noel anda de trenó... Jesus voa no vento e anda sobre as águas. Papai Noel vem somente uma vez no ano... Jesus está sempre presente. Papai Noel enche nossas meias com presentes... Jesus supre todas as nossas necessidades. Papai Noel desce pela chaminé sem ser convidado... Jesus fica na nossa porta, bate entra em nosso coração ao ser convidado. Nós temos que esperar numa fila para ver Papai Noel... Jesus já está próximo quando se menciona Seu nome. Papai Noel nos deixa sentar no seu colo... Jesus nos faz descansar em Seus braços. Papai Noel não sabe nosso nome, tudo o que ele pode dizer é: "Olá garotinho, ou garotinha, qual é o seu nome"? ... Jesus sabia nosso nome antes mesmo de nós. Ele conhece nossa história e futuro. E ainda conhece nosso coração e quantos fios de cabelo têm em nossa cabeça. Jesus tem um coração cheio de amor, graça, misericórdia e perdão. O que Papai Noel diz e: "HO HO HO"... O que Jesus diz é: "Vinde a mim todos os que estais cansado...". os ajudantes de Papai Noel fazem brinquedos... Jesus faz vida nova, consola nosso coração aflito, repara lares destruídos e constrói esperanças. Papai Noel pode fazer-nos um agrado mas... Jesus nos dá alegria permanente com sua força. Enquanto Papai Noel coloca presente sob nossa árvore... Jesus tornou-se nosso presente e morreu na cruz por todos nós. Não há comparações! Nós devemos lembra quem é o natal, na verdade. Devemos recolocar Cristo no Natal, Jesus é a razão da comemoração.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

CONTENTAMENTO


Vou refletir com 
(Julios T. Mdenblik) 

"Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação...” Filipenses 4:12 

Já estamos vivendo "o espírito do Natal"! Cores, luzes, músicas, tudo nos leva a abrirmos nossas bolsas e carteiras e gastarmos com presentes que certamente, alegrarão a muitos. Os comerciantes esperam que compremos bastante e que o faturamento seja alto. E depois do Natal, novas propagandas virão. Promoções, liquidações, ofertas imperdiveis, dizem. E, descontentes com o que já adquirimos, compramos mais, guardamos e armazenamos coisas que nem sequer usaremos ou presentearemos um dia. Vivemos dias de descontentamentos e insatisfação. O apóstolo Paulo, agradecendo aos filipenses o presente que lhe enviaram, explica que a alegria de sua vida não se baseia em circunstâncias. Paulo fala de um contentamento interior que vai além de tempos bons ou ruins. Mas, qual é o segredo do contentamento? Nas cerimônias de casamento, é costume ouvir promessas de fidelidade. De uma maneira similar, Paulo diz que em todas as situações Deus será fiel, O segredo do contentamento está em Deus, que, por meio de seu Filho, providenciou alegria além das circunstâncias desfavoráveis da vida. No Natal, não vamos adquirir o que não precisamos: nós precisamos mesmo é de um Deus que provê tudo.

domingo, 24 de novembro de 2013

DAMOS GLÓRIA A DEUS SERVINDO A OUTRAS PESSOAS COM NOSSOS DONS


Vou refletir com 
Rick Warren 

No céu, nos regozijaremos ao servir a Deus; por isso, um dos motivos de tê-lo colocado na terra foi dar-lhe tempo para que se aperfeiçoasse nisso! Obviamente, a única maneira de servir a um Deus que você não pode enxergar é servir às pessoas (que você enxerga!). Para tanto, Deus lhe deu alguns talentos. 

Deus não lhe deu suas habilidades para propósitos egoístas. Elas lhe foram concedidas para beneficiar outras pessoas, assim como outros receberam habilidades para seu benefício. A Bíblia diz: Deus concedeu dons o cada um de vocês, dentre a sua grande variedade de dons espirituais. Administre-nos bem, para que a generosidade de Deus flua por meio de Vocês. Vocês são chamados para ajudar aos outros? Ajudem com toda a força e energia com que Deus lhe supre.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Sobre o dar


C. S. Lewis | Mero Cristianismo

Na passagem em que o Novo Testamento fala que todos devemos trabalhar, ele menciona que um dos motivos para tanto é que ‘se tenha algo para dar aos necessitados’. A caridade é uma parte essencial da moralidade cristã; na assustadora parábola das ovelhas e dos bodes, esse parece ser o ponto em que tudo se transforma. Certas pessoas dizem que a caridade deveria ser desnecessária e que, em vez de dar aos pobres, deveríamos lutar por uma sociedade em que não houvesse pobres. Elas podem até estar certas em dizer que nós precisamos lutar por uma sociedade assim. Mas se uma pessoa acha que nesse meio tempo ela pode parar de ajudar os necessitados, então ela se afastou e está bem longe da moralidade cristã. Eu não acredito que seja possível estabelecer o que devemos dar em termos quantitativos. Temo que a única regra segura seja dar mais do que sobra. Em outras palavras, se as nossas despesas com conforto, luxos e diversão são equivalentes ao padrão comum entre os que ganham o mesmo tanto que nós, provavelmente estamos dando muito pouco. Se as nossas doações não nos causarem aperto ou embaraço, devo dizer que elas são demasiado pequenas. Para muitos de nós, o grande obstáculo à caridade não está nos luxos da vida ou no desejo por mais dinheiro, mas no medo – medo da insegurança. Precisamos reconhecê-lo muitas vezes como uma tentação. Diversas vezes é o nosso orgulho que impede nossa caridade; somos tentados a gastar mais do que deveríamos nas formas exibicionistas de generosidade e menos do que deveríamos com aquelas pessoas que realmente precisam de nossa ajuda.


sábado, 9 de novembro de 2013

A gloriosa tarefa de negar a mim mesmo

Martin Lloyd-Jones
(1899-1981)

Quando me defronto a esta formidável e gloriosa tarefa de negar-me a mim mesmo, tomar a cruz e seguir ao Senhor Jesus Cristo, dou-me conta de que devo andar por este mundo como Ele andou.

Quando percebo que nasci de novo e fui modelado por Deus conforme a imagem do Seu bem-amado Filho, e quando me ponho a perguntar: «Quem sou eu para viver assim? Como posso alimentar a esperança de fazer isso?» — eis a resposta: a doutrina do Espírito Santo, a verdade de que o Espírito Santo habita em nós. Que ensina ela? Primeiramente, faz-me lembrar o poder do Espírito Santo que está em mim.

O apóstolo Paulo já o dissera, no versículo 13 (de Romanos 8) . . . «Se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito mortificardes os feitos do corpo, certamente vivereis». Aqui ele volta ao mesmo ensino: «Pois Deus não nos tem dado.espírito de covardia».

O que, em outras palavras, ele está dizendo aos romanos é: «É preciso que compreendais que não estais vivendo por vós mesmos. Haveis pensado nesta vossa tarefa como se vós somente, e por vós mesmos, tivésseis que viver a grandiosa vida cristã. Entendeis que estais perdoados, e podeis agradecer a Deus que vossos pecados foram cancelados e lavados, mas parece que pensais que isso é tudo e que vos deixaram para que vivais por vossa conta a vida cristã. Se pensais desse modo», diz Paulo, «não admira que estejais sob o espírito de covardia e servidão, pois não tendes esperança nenhuma de viver esta vida cristã, e, dessa maneira, tendes uma nova lei que é infinitamente mais difícil do que a antiga. Mas a situação não é essa, porquanto o Espírito Santo habita em vós».


Depressão Espiritual,  p. 169,70.


domingo, 29 de setembro de 2013

CONSIDERAÇÕES DE UM ATEU



Artigo escrito por um ateu que estimulou C, T, Studd a entregar-se à plena dedicação a Cristo 


Se eu acreditasse com firmeza, como dizem milhões que acreditam, que o conhecimento e a prática da religião nesta vida influência o destino da outra, a religião significaria tudo para mim. Eu jogaria fora os gozos da terra como refugo, as ocupações terrenas como loucuras, e os pensamentos e sentimentos terrenos com vaidade. A religião seria o meu primeiro pensamento ao despenar, e a última imagem em minha mente antes de dormir e afundar na inconsciência. Eu trabalharia somente por ela. Consideraria que ganhar uma alma para o céu vale uma vida de sofrimento. Consequências terrenas nunca deteriam a minha mão, nem selariam os meus lábios. A terra, suas alegrias e suas penas não ocupariam um instante de meus pensamentos. Lutaria para ter em consideração somente a eternidade, e para levar as almas imortais que me rodeiam a serem logo eternamente felizes ou eternamente miseráveis. Eu sairia ao mundo para pregar-lhe a tempo e fora de tempo e a fora de tempo e eis o texto que usaria: QUE APROVEITA AO HOMEM GANHAR O MUNDO INTEIRO E PERDER A SUA ALMA?

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A regra do amor



C. S. Lewis

A regra para todos nós é perfeitamente simples. Não perca tempo pensando se “ama” ou não o seu próximo; aja como se você já o amasse. Pois, assim que fizermos isso, acabaremos descobrindo um dos maiores segredos da vida.

Quando você age como se amasse alguém, acaba por amá-lo de verdade. Se você ofende alguém de quem não gosta, acaba gostando dele menos ainda. Se você respondê-lo bem, vai desgostar menos dele. É claro que existe uma exceção a essa regra. Se você lhe der uma resposta gentil, não para agradar a Deus e obedecer à regra da caridade, mas para lhe provar que é uma pessoa legal e capaz de perdoar, e para deixá-lo em dívida com você, e depois sentar-se e esperar que ele demonstre a sua “gratidão”, provavelmente ficará desapontado. (As pessoas não são tolas: elas logo percebem qualquer tentativa de exibição ou domínio.) Porém, sempre que fazemos o bem a outro ser humano apenas porque se trata de outro ser humano criado por Deus (como nós mesmos), desejando a felicidade dele da mesma forma que desejamos a nossa, é provável que tenhamos aprendido a amá-lo um pouco mais ou, no mínimo, a desgostar dele um pouco menos.

*Meditações diárias Ultimato, extraído do livro Cristianismo Puro e Simples.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mundo

Agostinho de Hippona

“Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia” (1 Jo 3:13). Será preciso dizer, uma vez mais, o que entender por “mundo”? Não é o céu nem a terra, nem as obras feitas por Deus, mas os amantes do mundo. (…) O que é, pois, mundo? O mundo tomado no mau sentido significa os que amam o mundo. O mundo tomado no bom sentido é o céu, a terra e as obras de Deus que nele se econtram. Daí ser dito: “E o mundo foi feito por meio dele” (Jo 1:10). O mundo é ainda tomado como a plenitude da terra, como diz João: “Ele é a vítima de expiação pelos nossos pecados. E não somente pelos nossos pecados, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2:2). O mundo aí são os fiéis espalhados pelo orbe da terra.

*Extraído do livro “Agostinho de A a Z”, pg. 152

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Graça e Raça



Timothy Keller*

Em Atos 2, quando o Espírito Santo desce sobre a igreja no dia de Pentecostes, acontece outro milagre. Enquanto lá em Babel as pessoas que falavam a mesma língua não conseguiam se entender, no Pentecostes todos os que falavam línguas diferentes entenderam a mensagem dos apóstolos. A maldição de Babel foi revertida. Foi uma afirmação de que a graça de Cristo tem poder para curar as feridas do racismo. No Pentecostes, a primeira pregação do evangelho aconteceu em todos os idiomas, mostrando que nenhuma cultura é a cultura “certa” e que no Espírito conseguimos a unidade que ultrapassa todas as barreiras nacionais, linguísticas e culturais. O resultado, de acordo com Efésios 2:11-22, é uma comunidade de “concidadãos” iguais vindos de todas as raças. Conforme 1 Pedro 2:9, os cristãos formam uma “nova etnia”. Na igreja, parceria e amizade acima das barreiras raciais é uma das marcas da presença e do poder do evangelho. Em Cristo, nossas identidades racial e cultural, embora significativas, não são mais nossa fonte primária de autoentendimento. Em Cristo, nosso laço com os outros é mais forte que nosso relacionamento com membros de nossos grupos raciais e nacionais. O evangelho nos iguala a Abraão, que deixou sua cultura doméstica, mas nunca “adotou” nenhuma outra. Assim, por exemplo, os cristãos chineses não renunciam à identidade chinesa para se tornarem outra coisa, porém o evangelho lhes dá distância crítica da cultura chinesa, capacitando-os a criticar os ídolos da própria cultura.

Os capítulos finais da Bíblia revelam uma época em que o povo de Deus de “toda tribo, povo e nação” está unido (Ap 5:9; 7:9; 11:9; 14:6). No climax da humanidade, desencadeado pela morte e ressurreição de Jesus, todo ódio e divisão racial irão desaparecer.

Entre a promessa de Gênesis 12 e seu cumprimento em Apocalipse, a Bíblia desfere vários golpes contra o racismo. Deus castigou Miriã por ter rejeitado a esposa de seu irmão Moisés porque ela era africana (Nm 12). Jonas foi repreendido porque avaliou Nínive baseado em raça e questões políticas (a prosperidade de Nínive ameaçava Israel), e não com base na necessidade espiritual da cidade. O apóstolo Pedro, por meio de uma visão e da conversão de Cornélio – o centurião gentio – aprendeu que preconceito racial é pecado (At 10:34). O apóstolo foi levado a entender que “Deus não trata as pessoas com base em preferências. Mas, em qualquer nação, aquele que o teme e pratica o que é justo lhe é aceitável” (At 10:35-37). Apesar desse testemunho, algum tempo mais tarde o apóstolo Paulo viu que o apóstolo Pedro se recusava a comer com os cristãos gentios e confrontou-o por seu racismo, afirmando que ele não agia “corretamente, conforme a verdade do evangelho” (Gl 2:14). Agir “conforme o evangelho” é viver de maneira consistente com o fato de sermos pecadores salvos unicamente pela graça. Preconceito racial é errado porque nega o princípio básico de que todos os seres humanos são igualmente pecadores e salvos apenas pela graça de Deus. De acordo com Paulo, o conhecimento profundo do evangelho da graça deveria corroer nossos preconceitos raciais. Um teólogo evangélico escreveu”

Uma vez que a fé é exercitada, o cristão está livre […] para usar sua cultura como uma peça confortável de roupa. Ele pode usar a roupa cultural temporariamente, se quiser, como Paulo explica em 1 Coríntios 9:19-23, e tem liberdade para admirar e valorizar as diferentes manifestações de Cristo brilhando através de outras culturas.

Quando a teologia da graça e raça permeia a consciência do cristão, da igreja e da comunidade, ela produz união de relacionamentos que será instrumentalizada em revizinhar e reentrelaçar e também um testemunho direto ao mundo sobre a realidade do evangelho.

*Extraído do livro “Justiça Generosa – A graça de Deus e a justiça social”, pg. 129 a 131

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Resistência Cultural


Augusto Pinheiro

Vamos imaginar a cena de uma multidão de pessoas que ninguém pode contar, “de todas as nações, tribos, povos e línguas”, diante do trono de Deus, perdoadas e redimidas pelo sangue de Jesus Cristo. Vidas de todas as raças e culturassalvas sem distinção.

Existe uma enorme barreia por parte de muita gente que se diz cristã, seguidores de Cristo, mas que resistem em discernir o nocivo do bom dos mais variados aspectos cultuais e culturais dos diferentes seres humanos.

Toda cultura que identifica um grupo, um povo, uma tribo, uma nação tem sua inspiração na natureza criada por Deus. Cultura aqui diz respeito “à maneira pela qual os humanos se humanizam por meio de práticas que criam a existência social, econômica, política, religiosa, intelectual e artística.

O evangelho de Deus é para a salvação dos homens e não para determinar a culinária, o vestuário, a linguagem, a música, a arte, o trabalho, os costumes sociais e os hábitos à mesa de quem quer que seja. Quem é templo do Espírito Santo, quem tem a mente em Cristo, quem conhece a palavra de Deus. É preciso acreditar na obra do Espírito Santo.

domingo, 30 de junho de 2013

Amizade


Agostinho de Hipona

Eis o que amamos nos amigos, que amamos de tal modo que sentimos a consciência culpada quando não pagamos amor com amor, sem nada esperar do outro senão sinais de afeto. Daí o luto quando morre um amigo, daí as trevas da dor, a doçura que se transforma em amargura, o coração inundado de pranto e a morte dos vivos pela vida perdida dos que morrem. Feliz aquele que te ama, e que, por teu amor, ama o amigo e o inimigo! Somente não perde nenhum ente querido aquele para quem todos são queridos, aquele que nunca perdemos. E quem é ele senão o nosso Deus, o Deus que criou o céu e a terra e que lhes confere plenitude, pois foi plenificando-os que os fez? Somente quem te abandona pode perder-te. Mas onde irá ao abandonar-te? Para onde fugirá, senão para longe de tua bondade e para perto da tua cólera? Onde poderia ele, no seu castigo, não encontrar a tua lei? E a tua lei é a verdade; e a verdade és tu.
(Extraído do livro Agostinho de A a Z, pg. 46)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Está tudo bem!


Rev. Jonas

Aconteceu na última quinta-feira. Estádio lotado. O jogo já estava nos acréscimos do segundo tempo quando o juiz marca um pênalti contra o Atlético-MG. A torcida atleticana parecia não acreditar. Um gol do adversário desclassificaria o time mineiro da Copa Libertadores da América 2013. O batedor chuta e o goleiro faz uma defesa incrível. O estádio vem abaixo. As câmeras da Globo passam em busca da reação dos torcedores. O que se viu foi uma grande comoção. Pessoas de todas as idades se abraçavam e choravam de alegria.

Alguém, não sabe ao certo quem, já disse: “Das coisas mais importantes da vida, a menos importante é o futebol”. Quando comparado com outras coisas da vida isso parece verdade. Curas, reencontros e nascimentos estão aí para não nos deixar mentir.

A cura de uma doença considerada incurável. Um reencontro no saguão do aeroporto. O nascimento de um filho… O choro de alegria geralmente vem quando, diante de nossa importência, recebemos aquilo que muito desejamos. É a notícia final de que “Tudo está bem”.

Da mesa da comunhão se ouve a mesma mensagem: “Tudo está bem”. O pão e o vinho teimam em nos avisar que “Tudo está bem”. Pois afinal nesses elementos está inserida a maior entre todas as curas, o melhor entre todos os reencontros e o mais lindo entre todos os nascimentos. O seu e o meu.

Para nós, das coisas mais importantes da vida, CRISTO, sem dúvida, é a mais importante.

Então, pensar nisso ainda te faz chorar de alegria?

domingo, 5 de maio de 2013

Sermão sobre Jó 7:1-6





Escultura de Ron Mueck


João Calvino

Quando me deito, pergunto: Quando me levantarei? Pela manhã eu digo: Quando a noite virá? 

Reparemos que isso foi registrado para mostrar que uma consciência oprimida pelo julgamento divino está sempre em inquietação e sobressalto. Vede como Moisés fala sobre isso ao tratar  das horríveis vinganças de Deus sobre os que obstinadamente persistem em desobedecer à Lei de Deus. Tua vida (diz ele), estará suspensa diante de ti como sobre uma linha (Dt 28.66,67). Pela manhã tu dirás: Quem me fará viver até o anoitecer? Contudo, Jó fala aqui dessa tentação que sentiu, a saber, que as noites lhe eram longas demais, e os dias excessivamente tristes. Como se dissesse: Um dia dura para mim mais do que um ano, sim, mais do que a vida de um homem, outra coisa não faço senão definhar, não em certos males costumeiros, mas em tormentos tão horríveis que me desfaço sob a mão de Deus. Ora, quando vemos que essa tentação aqui sobreveio a Jó, recorramos ao remédio em que toquei: isto é, reconhecer que cabe a Deus dispor de nós e de todas as nossas desgraças. O tempo, todavia, parece-nos longo? Oremos a Deus, para que nos faça achar bom tudo o que ele dispõe. Pois, de outra forma, o que fazemos senão irritar a Deus como Jó? Não que este quisesse fazê-lo, entretanto, não deixa de ser censurável pelas palavras todas que levianamente lhe escaparam, as quais lançou contra Deus, como se o quisesse irritar. Então, que retornemos àquele ponto e digamos: Como? Pertence a ti fixar o prazo? Não está na mão de teu Deus? Queres tu tirar-lhe o ofício? O que queres tu, pobre criatura? Onde queres tu chegar quando fizeres tal usurpação? Não é quebrar teu pescoço quando, sem asas, queres voar acima dos céus? Sendo assim, aprendamos a andar em humildade, e oremos a Deus para que achemos bom o que ele dispor para nós e para que possamos aquiescer, dizendo: Senhor, tu és justo em todos os teus feitos, tu és sábio; por conseguinte, conceda-nos a graça de não cessar de te louvar e de dar a ti esta glória, que tudo o que nos envias seja por nós recebido como sendo de tua mão, e que possamos nos moldar (renger) a isso, por mais que à carne seja-nos duro e amargo sofrê-lo. Isso é o que temos que notar sobre essa passagem.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Eu sou só um… [complete a lacuna]


por David Murray

As pessoas dizem  o tempo todo esse tipo de coisa para pastores.“Eu sou  um encanador”. “Eu sou  uma dona de casa”. “Eu sou  uma secretária”. “Eu sou  um vendedor”. “Eu sou  um contador”.
O que está implícito nessas afirmações?
  • Seu trabalho é um chamado divino, mas o meu não.
  • Meu trabalho não é tão importante quanto o seu.
  • Você é mais valioso para Deus que eu.
  • Eu queria poder servir a Deus mais de uma vez por semana.
O que está na raiz de tudo isso é uma visão antibíblica da vocação, a ideia errônea de que apenas chamados ministeriais são chamados divinos, de que somente trabalho ministerial é trabalho de verdade, de que somente trabalho notoriamente cristão é um trabalho digno.
Como o trabalho ocupa a maior parte do nosso tempo, essas mentiras têm efeitos altamente destrutivos e negativos sobre nós.
Se você já disse ou pensou tais coisas, eu te encorajo a começar a enxergar seu trabalho pelas lentes de Romanos 11.36:
“Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, [seja] a ele eternamente.  Amém”.
TODAS AS COISAS, sim, até mesmo seu trabalho:
  • É de Deus: Seu trabalho vem de Deus, é chamado dEle. Ele te deu o trabalho, Ele te planejou para isso, e Ele chamou você para realizá-lo hoje.
  • É por Deus: Você faz seu trabalho na dependência de Deus, buscando somente nEle orientação, proteção, força e bênçãos. E se fizer isso, você pode estar fazendo seu trabalho com mais fé que alguns homens em seus púlpitos!
  • É para Deus: você faz seu trabalho para a glória de Deus. Você trabalha como se Ele fosse seu patrão, seu gerente, seu chefe. Você lava pratos como se Ele fosse comer neles. Você desobstrui ralos como se estivesse na casa dEle, etc.
Isso não transforma positivamente a maneira como você enxerga seu trabalho e mesmo a si mesmo?
  • Quando você corta grama: “DEle, por Ele, para Ele”.
  • Quando você troca fraldas: “DEle, por Ele, para Ele”.
  • Quando você estuda álgebra: “DEle, por Ele, para Ele”.
O ministério não é o chamado mais elevado. O trabalho que Deus te deu é o chamado mais elevado. 
O ministério é o chamado mais elevado apenas para aqueles que Deus chamou ao ministério (e, como Paulo disse, Deus normalmente chama os menores de todos os santos para esse trabalho). Mas se Deus chamou você para outro tipo de trabalho, então esse é o Seu chamado para você.
Algo menos que essa igualdade de chamados é retornar à elevação pré-Reforma do trabalho “sagrado” acima do trabalho “secular”.
Martinho Lutero escreveu: “O trabalho dos monges e sacerdotes [podemos acrescentar: "pastores e missionários”], tão santo e árduo quanto é, não difere nem um pouco à vista de Deus do trabalho do lavrador rústico no campo ou da mulher cuidando de suas tarefas domésticas, mas todas as obras são julgadas diante de Deus pela fé somente”.
William Perkins, o puritano inglês, disse: “O ato de um pastor cuidando das ovelhas… é uma obra tão boa diante de Deus quanto os atos de um juiz em dar sentença, ou de um magistrado em governar, ou de um ministro em pregar”.
Isso não é diminuir o ministério, ou rebaixá-lo. É erguer todos os outros chamados à elevada e santa posição de dignidade e importância que Deus lhes deu.
Você não é “só” algo ou nada. Você é o que Deus fez você ser e hoje você está fazendo o que Deus te chamou para fazer.  E isso muda tudo.
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo.com | Original aqui
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domingo, 7 de abril de 2013


John Piper

Pai, inclina o nosso coração a ver a beleza de Cristo e segurá-la com gozo.

Faze que contemplemos e creiamos para que vejamos e experimentemos.

Aproprie-se a nossa mente do conteúdo da fé. E nosso coração receba-o com as afeições da fé.

Faze o teu amor transbordar como um rio em nossa alma.

Que não apenas o conheçamos mas também experimentamos a realidade deste amor, para a glória de Cristo.

Em nome dEle. Amém.

Extraído do livro “Penetrado pela Palavra”.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A ARTE É UM DOM DE DEUS

Herman Bavink*

 
Escultura de Ron Mueck

A arte também é um dom de Deus. Como o Senhor não é apenas verdade e santidade, mas também glória e expande a beleza de seu nome sobre todas as suas obras, então Ele, também, que pelo seu Espírito, equipa os artistas com sabedoria e entendimento e conhecimento em todo tipo de trabalhos manuais (Ex 31:3; 35:31). A arte é, portanto, em primeiro lugar, uma evidência da habilidade humana para criar. Essa habilidade é de caráter espiritual, e dá expressão aos seus profundos anseios, aos seus altos ideiais, ao seu insaciável anseio pela harmonia. Além disso, a arte em todas as suas obras e formas projeta um mundo ideal diante de nós, no qual as discórdias de nossa existência na terra são substituídas por uma gratificante harmonia. Desta forma a beleza revela o que neste mundo caído tem sido obscurecido à sabedoria mas está descoberto aos olhos do artista. E por pintar diante de nós um quadro de uma outra e mais elevada realidade, a arte é um conforto para nossa vida, levanta nossa alma da consternação e enche nosso coração de alegria.

*Teologia Sistemática, pg. 22

quinta-feira, 14 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

As missões morávias


   

     Dois jovens morávios tinham ouvido falar de uma ilha das Índias Ocidentais onde um latifundiário, um inglês ateu, possuía entre dois e três mil escravos. E esse homem dissera:
    “Nessa ilha não pode entrar nenhum pregador ou sacerdote. Se algum deles chegar aqui, por naufrágio, que fique numa casa separada até que possa sair daqui. Mas não pode falar a nenhum de nós a respeito de Deus. Não quero nunca mais saber dessas tolices.”
     Imaginem, três mil escravos trazidos da selva africana para uma ilha no Atlântico, para ali viverem e morrerem, sem nunca ouvirem falar de Cristo! Os dois jovens morávios ouviram falar sobre isso. Então, eles se venderam àquele inglês e usaram o dinheiro (o mesmo valor que ele pagaria por qualquer outro escravo) para comprar a passagem e viajarem até a ilha. O inglês não oferecia sequer condução.
     Quando o navio estava para zarpar do porto de Hamburgo e adentrar o Mar do Norte, alguns morávios foram ao porto para despedir-se dos rapazes. Ambos tinham pouco mais de vinte anos de idade e nunca mais voltariam, visto que não estavam embarcando para um trabalho regular de quatro anos.Os rapazes haviam se vendido como escravos por toda a vida, para que, na condição de escravos, testemunhassem sobre Cristo aos outros escravos. Os familiares dos rapazes choravam, pois sabiam que nunca mais os veriam. Alguns crentes morávios tinham dúvidas a respeito daquela atitude dos rapazes, considerando-a insensata. E, quando o navio se afastava, e os jovens perceberam a distância que os separava, aumentando cada vez mais, um deles, passando o braço pelo do seu companheiro, ergueu a outra mão e gritou-lhes:
     ”Que o Cordeiro receba a recompensa dos seus sofrimentos.”
     Essas foram as últimas palavras que ouviram deles. E tais palavras se tornaram o cerne e o lema das missões morávias.
- Revista Fé para hoje-

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013