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terça-feira, 30 de outubro de 2012

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A Todos Ele Curou


por  
Charles Haddon Spurgeon

 “ Muitos o seguiram, e a todos ele curou ” (Mt. 12:15) 

Que multidão de doentes repugnantes deve ter se aglomerado sob olhos de Jesus!
Apesar disso, não lemos que Ele estivesse com nojo, e sim pacientemente  esperando cada caso. Que variedade singular de males deve ter se encontrado a Seus pés! Que úlceras nojentas e que feridas purulentas! Ainda assim Ele estava pronto para cada nova forma de terríveis males, e foi vencedor sobre cada uma delas. Deixe que os dardos venham de todos os lados, Ele extinguiu seu poder flamejante. O calor da febre ou o calafrio da inflamação; a letargia da paralisia, ou a cólera da loucura; a imundície da lepra, ou a escuridão da cegueira - todos
conheceram o poder de Sua palavra, e fugiram ao Seu comando. Em todos os cantos da terra Ele foi triunfante sobre o mal, e recebeu o respeito dos cativos libertos. Ele veio, viu, e venceu em todos os lugares. Ainda é assim nesta manhã.
Qualquer que seja o meu caso, o Médico amado pode me curar; e qualquer que seja o estado dos outros de quem eu possa me lembrar neste momento de oração, posso ter esperança em Jesus que Ele será capaz de curá-los de seus pecados. Meu filho, meu amigo, alguém querido, posso ter esperança para cada um, para todos, quando me recordo do poder medicinal de meu Senhor; e por minha conta, qualquer que seja a gravidade da minha luta contra os pecados e as enfermidades, ainda posso ficar alegre. Aquele que na terra andou em hospitais, ainda dispensa a Sua graça, e faz maravilhas entre os filhos dos homens: deixe-me ir a Ele de uma vez por todas em plena confiança.
Vou louvá-lO esta manhã, enquanto me recordo de como Ele trabalhou Suas curas espirituais, as quais Lhe trouxeram grande renome. Foi por tomar sobre si nossas enfermidades. “Por suas chagas, fomos sarados.” (I Pe. 2:24) A Igreja na terra está repleta de almas curadas por nosso Médico amado; e os habitantes do próprio céu confessam que “A todos Ele curou.” Venha, então, minh´alma, anuncia em todos os lugares as virtudes da Sua graça, e deixa “ser isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto.” (Is. 55:13)

Fonte: Morning and Evening (Devocional Matinal do dia 07 de Maio)
Tradução: Mariza Regina Souza

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O reino de Cristo e a humilhação

Richard Baxter

O reino de Cristo não era deste mundo, porque, se o fosse, Ele procuraria estabelecê-lo pela força das armas e da luta, que são os meios mundanos. Mas o Seu reino é dentro em nós; é um reino espiritual, e assim, apesar de estar no mundo, Ele foi tratado com desdém, como um tolo, como um pecador, e como um infortunado. Mas dentro em nós Ele deve ser tratado com honra, e reverência, como um Rei e Senhor absoluto. A vez do executor e do poder das trevas foi quando Ele estava em agonia; mas quando Ele vem através da Sua graça salvadora a uma alma, é a vez do Seu triunfo e casamento, e do poder prevalecente da luz celestial. Na cruz, Ele era como um pecador, e tomou o nosso lugar, e suportou o que era a nossa culpa, e não Sua. Mas na alma Ele é o conquistador de pecados, e vem para tomar posse do que é Seu, e para realizar a obra que pertence a Ele na Sua dignidade; e, assim, Ele será ali reconhecido e honrado. Na cruz, Ele estava derrubando o reino de Satanás, e estabelecendo o Seu próprio, apenas de um modo preparatório; mas na alma, Ele faz ambos serem executados imediatamente. Na cruz, o pecado e Satanás se vangloriaram; mas quando Ele penetra a alma, é Ele quem Se vangloria sobre eles, e não cessa até os haver destruído. Na redenção, Ele Se consumiu; mas na conversão, Ele toma posse do que remiu. Em uma palavra, Ele veio ao mundo em carne para ser humilhado, mas Ele vem à alma, através do Seu Espírito, para a Sua merecida exaltação. Assim sendo, embora Ele houvesse suportado ser cuspido na carne, não suportará ser desprezado na alma. Assim como no mundo Ele foi escarnecido com um título de rei, coroado com espinhos, e vestido com tais roupas reais a fim de que fosse feito objeto de opróbrio, assim, quando Seu Espírito entra em uma alma, Ele é ali entronizado com a nossa consideração mais reverente, subjetiva, e profunda. Ele é ali coroado com o nosso mais elevado amor, e gratidão, e adorado com a ternura da nossa obediência e do nosso louvor. A cruz haverá de ser a porção dos Seus inimigos; a coroa e o cetro serão a Sua. E assim como tudo foi preferido em detrimento Dele na terra, até mesmo o próprio Barrabás, assim também todas as coisas haverão de ser subjugadas a Ele na alma santificada, e Ele obterá a primazia diante de todas as coisas.

Este é o propósito da humilhação: preparar o coração para um maior gozo do Senhor, e preparar o caminho diante Dele, e habilitar a alma para ser o templo do Seu Espírito. Uma alma humilhada nunca se desvencilharia Dele usando bois, fazendas, ou casamentos como desculpas. Aquele, porém, que não é humilhado fará muito pouco caso Dele.

*Extraído do livro “Quebrantamento: espírito e humilhação”.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O descanso eterno dos santos 1



Richard Baxter

Há nesse descanso a cessação do movimento ou da ação; não de todas as ações, as apenas daquela que tem a natureza de um meio e implica a ausência do fim. Quando obtivermos o refúgio, nosso navegar se finda; quando o trabalhador recebe seu salário, isso quer dizer que ele cumpriu suas responsabilidades; quando estamos no fim de nossa jornada, já completamos o caminho. Todos os movimentos se findam no centro, e todos os meios cessam quando temos o fim. Portanto, as profecias desaparecem, as línguas cessam, e o conhecimento passa; ou seja, por ele ter a natureza de um meio e ser imperfeito. E, do mesmo modo, é possível dizer que a fé cessa, não toda fé, pois como poderíamos conhecer todas as coisas passadas, as que não vimos, mas apenas cremos nelas? Como poderíamos conhecer o juízo final, a ressurreição do corpo de antemão, se não fosse pela fé? Como poderíamos conhecer a vida eterna, a 
eternidade de alegrias que temos, se não fosse pela fé? Mas toda essa fé, que como um meio nos fez alcançar nosso fim, deve cessar. Não haverá mais oração, pois não mais será necessária, mas apenas a alegria plena por tudo aquilo pelo que oramos. [...] E não mais necessitaremos jejuar, e chorar, e estar atentos, pois estaremos fora do alcance do pecado e das tentações. E as exortações e o ensino não mais serão proveitosos; a pregação não mais existe, e o ministério do homem cessa, os sacramentos tornam-se inúteis, os trabalhadores são chamados, pois a colheita foi reunida; o joio, queimado; e o trabalho, findo, os irregenerados não mais têm esperança, os santos não mais sentem medo, e isso para sempre. E, menos ainda, haverá qualquer necessidade para trabalhar por objetivos menores, como o fazemos aqui, observando-se que todos eles serão devolvidos ao oceano do fim supremo, e o bem menor será totalmente tragado pelo maior de todos. 

*Extraído do clássico puritano “O Descanso Eterno dos Santos” de Richard Baxter.