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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O descanso eterno dos santos 1



Richard Baxter

Há nesse descanso a cessação do movimento ou da ação; não de todas as ações, as apenas daquela que tem a natureza de um meio e implica a ausência do fim. Quando obtivermos o refúgio, nosso navegar se finda; quando o trabalhador recebe seu salário, isso quer dizer que ele cumpriu suas responsabilidades; quando estamos no fim de nossa jornada, já completamos o caminho. Todos os movimentos se findam no centro, e todos os meios cessam quando temos o fim. Portanto, as profecias desaparecem, as línguas cessam, e o conhecimento passa; ou seja, por ele ter a natureza de um meio e ser imperfeito. E, do mesmo modo, é possível dizer que a fé cessa, não toda fé, pois como poderíamos conhecer todas as coisas passadas, as que não vimos, mas apenas cremos nelas? Como poderíamos conhecer o juízo final, a ressurreição do corpo de antemão, se não fosse pela fé? Como poderíamos conhecer a vida eterna, a 
eternidade de alegrias que temos, se não fosse pela fé? Mas toda essa fé, que como um meio nos fez alcançar nosso fim, deve cessar. Não haverá mais oração, pois não mais será necessária, mas apenas a alegria plena por tudo aquilo pelo que oramos. [...] E não mais necessitaremos jejuar, e chorar, e estar atentos, pois estaremos fora do alcance do pecado e das tentações. E as exortações e o ensino não mais serão proveitosos; a pregação não mais existe, e o ministério do homem cessa, os sacramentos tornam-se inúteis, os trabalhadores são chamados, pois a colheita foi reunida; o joio, queimado; e o trabalho, findo, os irregenerados não mais têm esperança, os santos não mais sentem medo, e isso para sempre. E, menos ainda, haverá qualquer necessidade para trabalhar por objetivos menores, como o fazemos aqui, observando-se que todos eles serão devolvidos ao oceano do fim supremo, e o bem menor será totalmente tragado pelo maior de todos. 

*Extraído do clássico puritano “O Descanso Eterno dos Santos” de Richard Baxter.

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