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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Cristianismo, um tertium quid

 

Timothy Keller
 
Na trilogia O Senhor dos Anéis, quando os hobbits perguntam ao ancião Barbávore de que lado ele está, ouvem esta resposta: “Não estou do lado de ninguém, porque ninguém está totalmente do meu lado (…) E há algumas coisas, é claro, de cujo lado eu absolutamente eu não estou”. A resposta de Jesus dá para essa mesma pergunta por meio da parábola do filho pródigo é bastante similar. Ele não se coloca ao lado nem do irreligioso nem do religioso; em vez disso, aponta que o moralismo religioso é uma condição de morte espiritual.

É difícil perceber isso hoje, mas quando o Cristianismo surgiu no mundo, não era considerado religião. Era uma não religião. Imagine os vizinhos dos primeiros cristãos questionando-os em relação a sal fé: “Onde está seu templo?”, eles perguntariam, ao que os cristãos responderiam afirmando não terem templos. “Como isso é possível? Onde trabalham seus sacerdotes?” Responderiam os cristãos que não tinham. “Mas… mas…”, engasgariam os vizinhos, “Onde são feitos os sacrifícios para agradar aos seus deuses?”, ao que ouviriam dos cristãos que não mais faziam sacrifícios. Jesus em pessoa era o templo que colocaria fim a todos os templos, o sacerdote que findaria todos os sacerdotes, e o sacrifício que substituiria todos os sacrifícios. Ninguém jamais ouvira algo semelhante.

Assim, os romanos os chamaram “ateus”, uma vez que o discurso dos cristãos sobre a realidade espiritual era único e não podia ser classificado segundo qualquer outra religião do mundo.
(…)

A ironia de tudo isso não deve ser desvalorizada por nós, enquanto travamos as modernas guerras de culturas. Para a maior parte das pessoas de nossa sociedade, o Cristianismo, é religião e moralismo. A única alternativa a ele (além de outras religiões) é o secularismo plural. Mas no início não era assim. O Cristianismo era considerado um tertium quid, algo completamente diferente.

*em seu livro O Deus Pródigo

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