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domingo, 30 de janeiro de 2011

As Missões Morávias

Dois jovens morávios ouviram falar de uma ilha da Índias Ocidentais onde um latifundiário, um inglês ateu, possuía entre dois e três mil escravos. E esse homem dissera:

“Nessa ilha não pode entrar nenhum pregador e não se pode falar a nenhum de nós a respeito de Deus”.

Imagine, três mil escravos para ali viverem e morrerem, sem nunca ouvirem falar de Cristo! Os dois jovens morávios ouviram falar sobre isso. Então, eles se venderam àquele inglês e usaram o dinheiro (o mesmo valor que ele pagaria por qualquer outro escravo) para comprar a passagem e viajarem até à ilha.

Quando o navio estava para zarpar do porto de Hamburgo e adentrar o Mar do Norte, alguns morávios foram ao porto para despedir-se dos rapazes. Ambos tinham pouco mais de vinte anos de idade e nunca mais voltariam. Os rapazes haviam-se vendidos como escravos por toda a vida, para que, na condição de escravos, testemunhassem sobre Cristo aos escravos.

Alguns crentes morávios tinham dúvidas a respeito daquela atitude dos rapazes, considerando-a insensata. E, quando o navio se afastava, e os jovens perceberam a distância que os separava, aumentando cada vez mais, um deles, passando o braço pelo seu companheiro, ergueu a outra mão e gritou-lhes:

“Que o cordeiro receba a recompensa de seus sofrimentos”.

Essas foram as últimas palavras que ouviram deles. E tais palavras se tornaram o cerne e o lema das missões morávias.

Extraído da revista “Fé para Hoje”

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