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domingo, 7 de agosto de 2011

Guerra de carvão

O menino chega em casa bufando de raiva de um colega que o humilhou na frente de seus amigos. Em vão seu pai tenta acalmá-lo. Percebendo, então, que ele precisa “botar pra fora” sua raiva, o pai propõe-lhe uma forma alternativa de vingança:

“Vê aquela camiseta branca no varal, filho? Pois, bem, imagine que aquela camiseta é o menino que te aborreceu. Pegue aqui neste saco alguns pedaços de carvão e atire bem no peito dele. Vamos ver quantas vezes você é capaz de acertá-lo, até que sua raiva passe”.

A coisa toda pareceu-lhe boba, mas ele aceitou, afinal de contas seu pai estava do seu lado.

Errou algumas, acertou outras, mas atirou até a última pedra de carvão que havia no saco. No fim o pai perguntou-lhe:

E aí, filhão, como se sente? Cansado, disse ele sorrindo, mas, em compensação, olha só como ficou a camiseta!

O pai, então, convida-o a entrar e o coloca diante de um espelho. O menino leva um susto ao ver o quanto ficou sujo ao manusear o carvão, e o pai lhe diz: “Assim é a vingança filho, você sempre acabará sujo enquanto estiver atacando a pessoa que odeia. Perdoar é melhor!”

“Pois se perdoarem as ofensas uns dos outros, o Pai celestial também lhes perdoará. Mas se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas".
(Mateus 6:14-15, NVI)

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