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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Deus Espírito Santo: o Amor que habita no coração


O verdadeiro Amor é um com Deus e inseparável dele. Ele pode irradiar seu fulgor mesmo no animal, mas o Amor mesmo não pode entrar no coração a não ser que Deus venha primeiro. Os eleitos de Deus têm o privilégio real de chamar de seu esse dom. Toda riqueza e tesouro que eles têm consiste no fato de que, a mão do seu Senhor, receberam esse ouro depurado no fogo.

Não, contudo, como se esse amor, possuindo-os totalmente, fosse doravante o único impulso em todas as suas ações. Aprendemos com o apóstolo Paulo que, conquanto o Amor de Deus seja derramado entre nós, e por isso somos admoestados a exercer paciência e autonegação. Mas, embora, como a fé, o Amor possa estar em embrião e nada ser visível na superfície, no solo aquecido, sob a forma de germe, pode intumescer, germinar e lançar raízes no chão. Portanto, independentemente de quão imperfeita e incompleta seja sua forma, o Amor em si habita em nosso coração e, por nossa própria experiência, estamos conscientes dele. Quem dentre os filhos de Deus não se lembra dos momentos abençoados quando esse Amor caiu-lhe sobre a alma como gotas de orvalho sobre uma folha sedenta, enchendo-o de uma felicidade até então desconhecida? Esta experiência abençoada era celestial e sobrenatural. A alma, na verdade, sentiu os braços eternos sob ela e reconheceu que Deus é bom e ao mesmo tempo, a levantava e a glorificava. A alma entendeu que era rodeada pelo Amor, alçada acima do baixo nível da vaidade e, mais abençoadamente ainda, que tinha recebido o poder de abraçar a Deus com os braços de seu próprio amor. É verdade que isso não dura. A estrela da manhã é ciclicamente seguida pelos sucessivos crepúsculos da vida diária, comum, mas, por meio dessa experiência, nós vimos o céu aberto, o sinal do Amor eterno descendo e a música de sua voz, dizendo: “Eis o vosso Deus” (Is 35:4).

Abraham Kuyper, teólogo e pastor da Igreja Reformada Holandesa; primeiro ministro da Holanda no final do século XIX. Extraído do seu livro clássico “A Obra do Espírito Santo”, Ed. Cultura Cristã, pg. 528 e 529)

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